quinta-feira, 27 de março de 2014

Bêbada largada no chão da sala em uma terça-feira sem graça, foi a sua infeliz lembrança de novo, me fazendo pensar quantas merdas eu cometi em minha vida. Já se passaram 10 anos, contados e recontados por mim, e desde que você se foi meu único medo era de morrer sozinha, me adaptei a outros homens, ardi em seus braços, gozei varias e varias vezes, me apaixonei, casei, larguei e nenhum deles me proporcionou a loucura da sua presença. Meus vicios se tornaram minha única companhia, meus amigos evitam ler essas frases, eles sabem da minha covardia e você também, você sempre soube, eu sou fraca e culpada uma combinação que nunca daria certo. Desisti de lhe esquecer, só não gostaria mais de sentir, eu sei que ainda lhe confundo, lhe devo explicações, porém já é tarde, vejo algumas sombras passarem por baixo da minha porta e nenhuma delas seria você, assim que esse mal estar passar eu ligarei, marcarei um café, tentarei lhe dizer, mais só depois, agora não dá, quem sabe quando meu medo passar.

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